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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Vida e Martírio - Capítulo 1


“Javé é minha luz e salvação: de quem terei medo? Javé é a fortaleza da minha vida: frente a quem temerei?” (Salmo 27)


NASCIMENTO PRIVILEGIADO

Nossa padroeira, a virgem e mártir, Catarina de Alexandria, nasceu por volta do ano 288 (fins do século III).
Seu pai, o rei Costus, do Chipre, casou-se com Sabinela, mulher prudente e sábia, filha de um príncipe dos samaritanos. Como dote, deu ao marido terras do Egito, na região de Alexandria.


Deste casamento, então, nasceu Catarina, depois de muito o pai desejar um filho, a ponto de fazer vir da Grécia o filósofo Alfonso, que lhe sugeriu fundir, em ouro, a estátua do “deus dos deuses”. Neste processo de fundição, acabou aparecendo um crucifixo de ouro. Então, falou ao rei: “Não devemos acreditar que se trata de um erro do ourives; um ser superior quis que isto acontecesse (...) É a este Deus que deveis suplicar”.

       Santa Catarina foi martirizada no dia 25 de novembro de 307, a mando do imperador Maxêncio, depois de tentar fazê-la renunciar a sua fé em Cristo. Para continuar, acesse a aba "Vida e Martírio" e leia todos os capítulos...



Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc


Vida e Martírio - Capítulo 2


DOTADA DE INTELIGÊNCIA E BELEZA

Nomeado pelo imperador Maxêncio seu conselheiro, Costus estabeleceu residência em Alexandria, com a família, após o nascimento de Catarina.



Em Alexandria, Catarina iniciou seus estudos e frequentou a Escola de Alexandria. Logo se destacou pela brilhante inteligência, tornando-se rapidamente mestra nas ciências. Não só brilhava nos estudos, mas também em beleza.


        Santa Catarina foi martirizada no dia 25 de novembro de 307, a mando do imperador Maxêncio, depois de tentar fazê-la renunciar a sua fé em Cristo. Para continuar, acesse a aba "Vida e Martírio" e leia todos os capítulos...



Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc

Vida e Martírio - Capítulo 3


A CONVERSÃO DA MÃE

Antes de morrer, o Rei Costus confiou à filha o crucifixo de ouro e recomendou-lhe não adorar outro Deus a não ser aquele, tendo a certeza de que Ele se revelaria à filha.
Após a morte do pai, Catarina e sua mãe Sabinela voltaram para o Chipre, residindo na região de Montanha Negra. Ali, Sabinela acabou se convertendo ao Cristianismo e se batizou, através dos ensinamentos de um eremita, de nome Ananias.
Passou a ir até a ermida de Ananias para pedir orações em favor de Catarina, que resistia à instrução na fé em Cristo e aos pedidos de casamento. Ora, Catarina já se encontrava em idade para se casar e perpetuar o reino de seu pai, mas se mantinha exigente na escolha de um esposo.


        Santa Catarina foi martirizada no dia 25 de novembro de 307, a mando do imperador Maxêncio, depois de tentar fazê-la renunciar a sua fé em Cristo. Para continuar, acesse a aba "Vida e Martírio" e leia todos os capítulos...



Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc

Vida e Martírio - Capítulo 4


CRISTO, O ESPOSO PERFEITO

Depois de muita insistência, Sabinela conseguiu convencer Catarina a se aconselhar com o eremita.
Ananias, então, através do Evangelho, lhe apresentou o Senhor Jesus Cristo: suas virtudes, seus feitos, seu amor e sua vida. Catarina logo identificou em Cristo as qualidades do esposo que esperava e quis vê-lo. O eremita lhe mostrou uma pintura onde aparecia a Virgem Maria e o menino Jesus em seus braços. Ananias, então, aconselhou Catarina a orar à Virgem para que lhe desse a graça de conhecer Jesus e ela assim o fez: retirou-se em seu quarto e orou. Assim que adormeceu, teve uma visão:



Impaciente, pela manhã, Catarina foi ao encontro do eremita, acompanhada de sua mãe, para que ele lhe interpretasse o sonho. Notou na explicação um sinal de que encontrara o esposo perfeito. Ao que se deu sua conversão e batismo na fé cristã.

        Santa Catarina foi martirizada no dia 25 de novembro de 307, a mando do imperador Maxêncio, depois de tentar fazê-la renunciar a sua fé em Cristo. Para continuar, acesse a aba "Vida e Martírio" e leia todos os capítulos...


Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc


Vida e Martírio - Capítulo 5


O CASAMENTO MÍSTICO

Convertida, aprofundava-se cada dia mais na fé no Deus verdadeiro e desejava Cristo Jesus para esposo.
 Numa extasiada visão, a Virgem Maria tornou a rogar ao Filho:

“Vê, filho meu, a tua serva Catarina não hesitou em cumprir tua vontade. Olha-a! Vê o quanto ela é sábia e o quanto é bela!”
Cristo pediu que ela se aproximasse e, prostrada, Catarina argumentou:
“Como é possível que eu, assim miserável, tenha achado graça a teus olhos e que tu te dignes de conhecer-me?”
Por intermédio de Maria, o filho Jesus tomou a mão de Catarina e lhe disse:






Terminada a visão, o anel continuava em seu dedo e, então, ela teve certeza de que a caridade divina a havia envolvido. E exclamou:



        Santa Catarina foi martirizada no dia 25 de novembro de 307, a mando do imperador Maxêncio, depois de tentar fazê-la renunciar a sua fé em Cristo. Para continuar, acesse a aba "Vida e Martírio" e leia todos os capítulos...



Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc


Vida e Martírio - Capítulo 6


JOVEM EVANGELIZADORA

Mantendo-se fiel à aliança firmada com Cristo Jesus, Catarina recusou outros pedidos de casamento e solicitou à mãe que voltassem à Alexandria, cujo patrimônio lhes pertencia por herança do pai. E assim fizeram, confiando o reino do Chipre a um governador.
Nesse ínterim, Sabinela faleceu, porém, feliz ao perceber que a filha estava trilhando o caminho certo.
Catarina bem administrava o patrimônio, cuidava dos empregados e distribuía esmolas aos pobres. Príncipes, entre eles o filho do imperador, ainda pediam sua mão em casamento, porém, em vão. Desapontados, acabaram denunciando a jovem cristã para Maxêncio, que ordenou uma vigília secreta sobre sua rotina.
Era o ano 307. Maxêncio organizou uma grande festa e decretou que todos os alexandrinos deveriam vir ao templo dos deuses e imolar sacrifícios. Dessa forma, saberia identificar os seguidores de Cristo.



Ao ouvir os sons das trombetas, os gritos dos animais sacrificados e toda a balbúrdia da festa, Catarina dirigiu-se ao templo e se compadeceu de seus irmãos cristãos, que choravam constrangidos, vendo-se obrigados a contrariarem sua fé, sob pena de morte.



Mesmo fascinado pela beleza e coragem de Catarina, tentou defender a tradição dos antepassados pagãos, mas foi rebatido pela brilhante sabedoria demonstrada pela jovem.

        Santa Catarina foi martirizada no dia 25 de novembro de 307, a mando do imperador Maxêncio, depois de tentar fazê-la renunciar a sua fé em Cristo. Para continuar, acesse a aba "Vida e Martírio" e leia todos os capítulos...


Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc

Vida e Martírio - Capítulo 7


O CONFRONTO COM OS ERUDITOS

Afrontado e decidido a refutar as afirmações de Catarina, Maxêncio ordenou que eruditos a confrontassem, embora eles a considerassem apenas uma moça atrevida, orgulhosa e, talvez, uma feiticeira.
Antes do início do confronto intelectual, Catarina meditou a passagem de Lucas 21,15: “Quando estiverdes diante dos reis e presidentes, não vos inquieteis sobre o que haveis de responder. Eu vos darei uma sabedoria à qual vossos adversários não poderão resistir, nem vos contradizer” e acrescentou:



Após essa oração piedosa e confiante, o arcanjo São Miguel apareceu-lhe e disse:



E por ordem do imperador, entraram os sábios e Catarina se apresentou. O povo de Alexandria assistia ao embate. De um lado, os sábios defenderam a autoridade dos deuses. De outro, Catarina explanou sobre o Criador do céu e da terra e sobre o Verbo de Deus que se fez homem para a redenção do mundo.
As convicções dos sábios foram abaladas pela força e evidência nas afirmações de Catarina. Maxêncio pediu que insistissem, mas todos acabaram confessando a verdade do Cristianismo.
Convertidos a condenados à fogueira, receberam o consolo da jovem Catarina, explicando que o fogo seria, para eles, o Batismo. Após a execução, seus corpos permaneceram intactos e foram sepultados pelos cristãos.Tudo isso foi suficiente para que muitos, dentre os que assistiram ao embate, se convertessem à fé cristã.

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Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc

Vida e Martírio - Capítulo 8


O INÍCIO DA PAIXÃO DE CATARINA

Após o episódio da surpreendente conversão dos eruditos, Maxêncio ordenou o encarceramento de Catarina.
O imperador, de certa maneira, sentiu-se atraído por aquela corajosa e bela jovem e tentou conquistá-la através de promessas. Pediu que a trouxessem a sua presença e ofereceu honrarias, dignas de uma deusa. Mas Catarina permaneceu irredutível e declarou-se fiel a Jesus Cristo, aceitando os sofrimentos que essa decisão lhe traria.
Enfurecido, o tirano voltou a condená-la ao cárcere, desta vez sem comer e sem beber. Mas, antes, ordenou que a açoitassem por duas horas seguidas, despida de suas vestes de princesa.
Imaginando outra forma de convencer a jovem a ceder à sua sedução, Maxêncio foi orientado a construir uma grande máquina feita de quatro rodas, guarnecidas de pontas, cujo barulho já seria suficiente para causar-lhe terror. Mas, se necessário fosse, seria jogada dentro da máquina para que fosse morta e feita em pedaços. E assim o imperador procedeu, ficando pronta a máquina em três dias.
Catarina foi trazida para a tortura, mas manteve-se inabalável. E orou:



Imediatamente, um anjo desceu do Céu, num raio, e quebrou a máquina. Tanto o raio, quanto os estilhaços, atingiram os algozes, matando-os.
Muitos dos que assistiram ao episódio se convenceram de que “o Deus dos cristãos é o verdadeiro Deus”.

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Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc


Vida e Martírio - Capítulo 9


A CONVERSÃO E O MARTÍRIO DA IMPERATRIZ

Certa noite, quando Maxêncio estava em viagem, a imperatriz Augusta, teve um sonho com Catarina e o relatou ao general Porfírio, comandante da primeira corte de 500 guardas imperiais:



Ora, Porfírio se encontrava desacreditado nos deuses pagãos e se simpatizava com a fé cristã. Por isso, concordou em acompanhar a imperatriz numa visita ao cárcere de Catarina.
Às primeiras horas da noite, chegaram à prisão, cujo local estava indescritivelmente iluminado e com um suave perfume. Apesar da situação degradante à qual a jovem havia sido submetida, seu rosto resplandecia como o sol. O próprio Cristo e seus anjos garantiam a proteção de Catarina.
Diante do que viram, a imperatriz e o general prostraram-se e Catarina disse-lhes: “Levantai-vos, não vos assusteis! Cristo quer dar-vos a vitória”!
Ambos foram convertidos após conversarem longamente com Catarina, que os alertou para as consequências de sua adesão ao Senhor Jesus, inclusive para o martírio.
Passados doze dias, numa manhã, o imperador convocou Catarina. Ao adentrar no palácio, estava mais bela do que nunca. Todos ficaram admirados, inclusive Maxêncio, que lhe prometeu o reino em troca de um sacrifício aos ídolos pagãos. Ela recusou.
A imperatriz interveio aproximando-se do marido, pedindo para que deixasse de lutar contra Deus, pois nada poderia atingir Catarina.
Cego de ira, perguntou à mulher se também queria se tornar uma cristã. Ao que ela respondeu: “Quero e o sou; porque não há outro Deus senão aquele de Catarina!”
Imediatamente, foi condenada ao martírio e à decapitação. Procurou Catarina e a jovem virgem lhe disse:



Na manhã seguinte, o general Porfírio, acompanhado de 200 soldados, embalsamou e sepultou o corpo da imperatriz. Ele já havia se apresentado ao imperador, declarando-se cristão. Totalmente irritado, Maxêncio ordenou a mesma condenação da imperatriz ao general e aos soldados.


        Santa Catarina foi martirizada no dia 25 de novembro de 307, a mando do imperador Maxêncio, depois de tentar fazê-la renunciar a sua fé em Cristo. Para continuar, acesse a aba "Vida e Martírio" e leia todos os capítulos...



Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc


Vida e Martírio - Capítulo 10


O MARTÍRIO DE CATARINA

Dias depois, o imperador decidiu fazer uma última oferta à Catarina, para que renunciasse à fé cristã. Prometeu ser nomeada a primeira do reino se oferecesse incenso às divindades pagãs. Mas Catarina manteve-se fiel à Jesus Cristo.
Já saturado, o tirano decretou imediatamente a decapitação da jovem.
Uma comoção se estendeu pelo caminho por onde Catarina passava, a caminho do martírio. Ela, porém, disse ao povo:



Antes que o algoz cumprisse as ordens do imperador, pediu para fazer uma última oração:




Por entre as nuvens, o Senhor respondeu ao pedido de Catarina:



À resposta do Senhor, Catarina disse ao carrasco: “Vem e faze aquilo que o imperador te ordenou”.

Foi, então, decapitada no dia 25 de Novembro de 307, na cidade de Alexandria. Seu corpo foi tomado por anjos, que o depositaram sobre o Monte Sinai. Sua festa foi incluída no calendário pelo Papa João XXII (1316-1334).


Fontes:

Livro: “Jovem Corajosa”
Autora: Ir. Maria Berenice Ziviani, csc